HidroPLAT

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  • Financiamento: ATLANTIS
  • Apoio: Petrobrás S/A, LENOC
  • Objetivo: Estudar a Circulação da Plataforma Continental e Talude ao largo de toda a costa Brasileira
  • Pesquisador Responsável: Ivan Soares
  • Status: Em andamento

O projeto Hidroplat tem por objetivo principal fazer um diagnostico das correntes ao largo da costa brasileira para dar suporte a indústria de exploração e prospecção de petróleo. Grande parte do petróleo nacional é explorado em águas profundas e, conforme se verifica na midia, a tendência é a conquista de águas cada vez mais profundas, dada a descoberta de novas reservas na Bacia de Santos em águas ultra-profundas. O mapeamento espaço-temporal das correntes oceânicas é importante em vários setores da indústria do Petróleo. O setor de engenharia é um deles, dado que vários tipos de plataformas são usadas para a prospecção, sendo que as mesmas são planejadas de acordo com a profundidade do local de prospecção e de acordo com o impacto de ondas e correntes a que estarão sujeitas. O conhecimento prévio do regime das ondas e das correntes é portanto essencial para o projeto de uma plataforma de petróleo. Além disso, a prospecção de petróleo em águas profundas envolve uma série de riscos, os quais podem variar desde acidentes com a destruição completa de uma plataforma e o derrame instantâneo de grandes volumes de petróleo na água, até pequenos vazamentos que envolvem o derrame contínuo de pequenas quantidades de óleo. A legislação brasileira exige que qualquer empresa que explore petróleo em águas braisleiras faça um estudo de impacto ambiental (EIA) e relatório de impacto do meio ambiente (RIMA) que avalie os riscos potenciais de contaminação de áreas de importância ecológica por esse derrames e vazamentos. Portanto, o setor ambiental é outro que se beneficia com essas informações.



Com intuito de dar suporte aos EIA-RIMAS da indústria do petróleo, está em desenvolvimento na ATLANTIS o projeto Hidroplat. Nesse projeto, visamos o conhecimento detalhado da hidrodinâmica da plataforma continental e do talude brasileiros, desde Roraima até o Rio Grande do Sul. Várias Bacias Petrolíferas são encontradas nessas área, sendo que as mais produtivas são as Bacias de Campos e Santos, seguidas das Bacias de Espirito Santos (ES), Jequitinhonha-Camamu-Almada (JCA) e depois por Sergipe-Alagoas (SEAL) e Rio Grande do Norte e Ceará (RNCE). A última fronteira, ainda não explorada, é a Bacia de Pelotas que se estende por todo o Rio Grande do Sul.

O regime de correntes ao longo de uma área tão grande apresenta grandes variações espaço-temporais. Ao norte, nas Bacias de Barreinhas e RNCE, temos grande influência da Corrente Norte do Brasil (CNB) e das plumas dos rios Amazonas e Mearim. Na região leste, desde o Sergipe até o Rio de Janeiro, temos a Corrente do Brasil e seus meandros e vórtices, gerados pela interação com feições topográficas como os Bancos de Royal-Charlotte e Abrolhos e da Cadeia de Vitória-Trindade. Na bacia de Campos, a mais produtivida de todas as Bacias, e na Bacia de Santos, temos grande influência de ressurgências localizadas e de vórtices e meandros da corrente do Brasil. Na região da Bacia de Pelotas temos, além da corrente do Brasil, grande influência de correntes costeiras direcionadas preferencialmente para o norte, bem como a influência ainda que remota da Corrernte das Malvinas. Dessa forma, as correntes ao longo da costa brasileria, apresentam grande variabilidade espacial e uma série de feições regionais que merecem um estudo localizado, dividido por bacias. Por essa razão o projeto Hidroplat aborda cada Bacia individualmente, ainda que inseridas em um contexto global.


O projeto é desenvolvido em parceria com o LENOC (Laboratório de Experimentação Numérica em Oceanografia) da FURG (Fundação Universidade Federal do Rio Grande). Dentro do LENOC, o Hidroplat começou com estudos individualizados, que abordam cada Bacia em uma grade numérica diferente. Atualmente, o projeto está evoluindo de forma que cada Bacia será abordada como uma parte integrante da simulação numérica do Oceano Atlantico Sul. Matematicamente falando, as grades numéricas dessas Bacias são Aninhadas na grade numérica do Atlantico Sul, através de um processo conhecido como “grid nesting”. Dessas forma, as correntes de larga escala geradas nas simulações do Atlântico são utilizadas para forçar as bordas das grades menores (as grades das Bacias).
 
 
 

Rua General Bacelar, 436, sala 503, Centro, Rio Grande, RS - CEP 96.200-370 - Fone: +55 53 3233 5858, email: atlantis@atlantis.org.br